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Tentei recolher o maior número possível de opiniões de jornalistas-escritores nacionais e de alguns casos paradigmáticos estrangeiros sobre as vantagens e os inconvenientes desta escrita dupla. No entanto, permaneceu como critério o interesse dessas mesmas posições. Voluntariamente, apenas excluí pessoas que surgem amiúde na imprensa mencionadas como jornalistas mas que frisaram em entrevistas não se considerarem como tal por não terem assinado matérias como a notícia ou a reportagem. Acrescento que, apesar de ter optado pelo termo jornalista-escritor e não pela sua inversão, para muitos estudiosos, e mesmo para alguns praticantes de ambas as narrativas, as duas designações significam exactamente o mesmo. Esclareço ainda que a crónica, para uns tida como género jornalístico, para outros literário e para terceiros como um género misto, me fez reflectir sobre uma eventual divisão neste levantamento de opiniões. Como não a fiz, diversos jornalistas - assim designados no início do século XX em Portugal e ainda hoje em diversos locais do Mundo - embora apenas tenham escrito crónicas, artigos de opinião e críticas literárias surgem lado a lado com os autores de notícias, entrevistas e reportagens. |
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