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Durante o século XIX e boa parte do século XX, muitos escritores eram jornalistas e todo o jornalista que se prezasse devia ter pelo menos um livro de versos ou uma novela na prateleira. Por essa altura o livro e o jornal eram meios de comunicação identificados como tal e não se intuía que a natureza de ambos era totalmente distinta. O que leva um jornalista, profissional quase sempre assoberbado de trabalho, a procurar ainda espaço e tempo para a escrita ficcional? Criar artigos e reportagens por um lado e poesia ou prosa por outro é negativo ou positivo para a escrita? Alguns dos terrenos sai prejudicado ou beneficiado com a parataxe? - são apenas algumas das questões que, hoje como ontem, se levantam aos interessados no tema.
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